GAV PR3 - No remanso da Ribeira da Venda - Comenda walking

Gavião 17 kms 07:00:00

Descrição

O percurso pedestre ''No Remanso da Ribeira da Venda - Comenda'' é um percurso pedestre de pequena rota. É um percurso circular com uma extensão de 17 Km, que começa e acaba no centro da aldeia de Comenda, que em tempos ido era conhecida por Castelo Cernado, ou simplesmente por Castelo. Saindo do casario, seguimos pelo Caminho das Quintas em direção a um dos locais mais antigos da freguesia: o Vale de Grou. Aqui chegados, podemos refrescar-nos nas frescas águas que correm abundantemente durante todo o ano, nas duas bicas da fonte. Saciada a sede, passamos pelo Santuário da Nossa Senhora das Necessidades, santa milagreira, adorada pelas devotas gentes de Comenda. Com os afloramentos rochosos do ribeiro da Cabeça Cimeira, conhecido ainda por ribeiro do Vale de Grou, já à vista, seguimos em direção ao Monte da Ferraria Fundeira. Passando ao lado do Monte, percorremos o caminho existente ao longo do curso da ribeira, que nos há-de levar até à ponte romana do Parque de Merendas da Ribeira da Venda, um oásis nesta planície. Nos dias de calor, a frescura do choupal e os banhos nas águas frescas da ribeira, fazem as delícias das gentes de toda uma vasta região. Logo ali, encontramos a primeira de muitas sepulturas antropomórficas existentes ao longo deste percurso. Continuando a seguir o serpentear da Ribeira da Venda, rumo a poente, eis-nos chegados aos limites de uma das maiores herdades existentes na região: a Herdade das Polvorosas. Um enorme penedo de granito, conhecido das gentes locais, pelo nome da Laje do Gato dá-nos as boas vindas.
Seguindo por entre fetos, estevas e salgueiros, à sombra de extenso montado, um estreito carreiro leva-nos até à ponte do Vale das Colmeias, também conhecida por ponte do Braçal. Ponte antiga, de alvenaria de pedra com enormes lajes a servir de tabuleiro, construída pelas mãos calejadas de hábeis mestres deste ofício. Ponte que durante gerações e gerações fez a ligação das duas margens da ribeira da Venda, junto ao Monte do Braçal. Os mais antigos dizem ser este um dos dois caminhos que ligavam a sede da freguesia à sede do concelho. Aqui, podemos deliciar-nos, principalmente nos fins das tardes quentes de Verão, com um dos mais bonitos pôr-do-sol que alguma vez se imaginou encontrar. Passado este lugar de memórias e chegados ao alto das hortas do Poceirão, por entre o verde do arvoredo da charneca, avistamos as primeiras casas da pequena aldeia do Vale da Feiteira. Já no alto da Herdade do Vale da Arrabaça, eis que se nos abre de par-em-par, uma enorme janela para o Alentejo. O imenso montado de sobreiros e azinheiras espreguiça-se até onde a nossa vista alcança. Com toda a certeza, é um privilégio para qualquer um, contemplar uma das mais bonitas paisagens de todo o Alentejo. Deliciados com este quadro, seguimos o nosso passeio. Chegamos à antiga estrada da estação da Cunheira, por onde se escoavam em tempos idos, as riquezas produzidas nestas terras de Comenda: cereais, cortiça, lã, carvão, lenha, gado e o precioso azeite. Percorrido este caminho de terra batida, bordejado de flores de esteva e rosmaninho, entramos no largo solarengo da bonita aldeia do Vale da Feiteira. A fonte, a igreja de S. José e as casas baixas, marcam a ruralidade deste lugar.
Percorrido o povoado de ruas estreitas, não podendo deixar de passar pela fonte da Poça, rumamos de seguida à Herdade do Casal, ou não fosse este um lugar de herdades. As sepulturas antropomórficas, construções funerárias escavadas na rocha, e o silo neolítico existentes nesta herdade, são testemunho presente de que o homem percorre estes campos desde há muitos, muitos séculos. Um pouco mais à frente, podemos apreciar um conjunto de fornos de carvão, onde ainda hoje, se aproveita a generosidade da Natureza, usando técnicas ancestrais, saber que passou de avôs para netos. A fama dos carvoeiros da Comenda sempre foi reconhecida por esse Alentejo fora. Prestes a chegar novamente à Comenda, entrando agora pelo seu lado sul, podemos ainda apreciar a primeira fonte de abastecimento público de água que se conhece: a Fonte Velha, mais uma fonte de mergulho. Já nos arruamentos do núcleo urbano, passamos em frente da Igreja Matriz, junto ao Mercado Municipal e ainda, pelos diversos estabelecimentos do comércio tradicional. Por fim, sem deixar de visitar a Fonte Nova, eis-nos chegados novamente ao ponto de partida deste percurso. Terminada a caminhada, é tempo de retemperar forças. E nada melhor para isso, seja à sombra das frondosas árvores do Parque de Merendas da Ribeira da Venda, seja nos acolhedores estabelecimentos de restauração existentes na freguesia, do que provar os variados pratos da gastronomia local, com destaque para os pratos de caça. Javali, lebre, coelho-bravo, perdiz, tordos ou pombo bravo, são espécies ainda abundantes por estas paragens.

Percurso