Descrição
Este percurso dá a conhecer dois ex-libris da região. A aldeia
piscatória de Escaroupim e parte do nosso património florestal
representado na Mata Nacional. Neste percurso existe facilidade de
estacionamento e serviço de restauração.
O começo deste
itinerário é junto à margem do rio Tejo permitindo ampla vista sobre as
águas, a ilha das garças e a aldeia de Valada localizada na outra
margem. Aproveite para conhecer um pouco desta aldeia piscatória com as
suas casas e barcos pintados com cores vivas.
Iniciando o
percurso e deixando a frente ribeirinha, siga uns trezentos metros pela
estrada asfaltada que atravessa o casario e no entroncamento à saída da
povoação vire à esquerda e continue mais setecentos metros até ao final
do arruamento asfaltado. Aqui tome a esquerda e nesta estrada de terra,
percorridos uns vinte metros, encontra do seu lado direito uma pequena
ponte de madeira. Aqui tem início o troço dentro da Mata Nacional.
Local
com vigilância permanente é expressamente proibido fumar e fazer fogo. O
espaço dentro da mata está dividido em talhões sendo separados entre
eles por estreitos caminhos ou amplos corta-fogos. Para sua segurança
circule sempre nos trilhos marcados e respeite a sinalização.
Esta
mata, inicialmente designada por Pinhal de Escarópim, foi até 7 de
Abril de 1836 administrado pela Montaria-Mor do Reino, data em que foi
incorporada na Administração Geral das Matas do Reino. Desde então e até
à data é propriedade do Estado. Originalmente constituída por
povoamentos de Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e Pinheiro-manso (Pinus
pinea), a partir de 1907, foram reconvertidos para povoamentos de
eucalipto tornando-se durante a 2.ª Guerra Mundial um importante
fornecedor de combustível para as locomotivas dos caminhos de ferro que
passavam a escassos quilómetros na ponte ferroviária Rainha D. Amélia.
Depois
de passar a ponte de madeira siga pelo trilho em linha reta ao longo de
quatrocentos metros até chegar a uma estrada arenosa. Aqui no final do
povoamento de Pinheiro-manso tem início o Arboreto.
Do latim,
arboretum, é uma área que funciona como um jardim botânico com uma
coleção de árvores, documentadas e ordenadas cientificamente.
Aqui
estão reunidas cento e vinte cinco das mais de setecentas espécies de
eucaliptos existentes no mundo. Árvores de grande porte, de odor ativo,
agradável e balsâmico, caraterizam-se pela grande capacidade de
regeneração e morfologia diversa. Em geral, são fonte de matéria-prima
para as indústrias de celulose, madeira e também pelos seus óleos
essenciais para as indústrias farmacêutica e da perfumaria. Pormenor
inusitado é o facto dos coalas do Jardim Zoológico de Lisboa serem
alimentados com folhagem deste local. Siga em frente e entre neste mundo
pouco conhecido.
Aqui, o percurso consiste em 4 segmentos retos
que no final o conduzem a uma estrada larga. No primeiro segmento tem
trezentos metros tem destaque o odor cítrico intenso do Eucaliptus
citriodora, que pelo seu elevado teor em citronela tem interesse para a
perfumaria sendo extraído sendo empregue em sabonetes e perfumes ou no
fabrico de velas de exterior.
Em seguida vire à direita e
percorra cem metros, vire à esquerda e siga mais cem metros onde
encontra o Eucaliptus cinerea que tem a particularidade de apresentar
folhas parapinadas. As folhas são ditas paripinadas quando o número de
folhas numa haste é par. Logo de seguida está uma espécie inconfundível
pelo porte imponente, o Eucaliptus saligna, é uma espécie vigorosa e
pode alcançar os cinquenta metros de altura. Aqui vire à esquerda e siga
em frente por duzentos metros e no final, do lado direito pode observar
umas árvores com uma casca espessa e rugosa muito semelhante à cortiça
dos sobreiros. Também são eucaliptos. As espécies urophylla, robusta e
botryoides, no seu processo evolutivo desenvolveram esta casca para se
protegerem dos fogos e grandes amplitudes térmicas.
Atravesse a
estrada e siga sempre em frente por mil e novecentos metros, tendo à sua
direita um povoamento de pinheiros em variadas fases do seu crescimento
e do lado esquerdo vários campos abertos para ensaios agrícolas. Depois
de passar o centro de investigação, continue por mais trezentos metros,
imerso num denso povoamento de Pinheiro-bravo com cerca de 30 anos e de
seguida vire à esquerda percorrendo mais quinhentos metros, novamente à
esquerda e passados trezentos metros à direita seguindo mais trezentos
metros finalizando aqui no meio de jovens pinheiros, a observação das
várias espécies que são estudadas neste espaço de investigação.
No
final do pinhal vire à esquerda e siga sempre em frente por mil e
trezentos metros mantendo do lado esquerdo a mata e do seu lado direito a
ribeira de Muge que vai desaguar no Tejo próximo de Escaroupim. Ao
chegar ao parque de campismo aproveite para entrar e admirar os
monumentais exemplares de Pinheiro-manso com mais de trezentos anos que
fazem parte da floresta primitiva da região. Ao sair do parque vire à
direita e siga sempre em frente por mais quinhentos metros chegando ao
início da estrada alcatroada que o leva de volta até ao ponto inicial.