Descrição
Com início no jardim do Coreto localizado no centro, parta à
descoberta da história desta vila, dos campos da charneca ribatejana e
das margens do rio Tejo. O percurso pela sua forma de oito e permite
várias opções de visitação. Na sua versão integral aqui descrita, outra
centrada nos campos da charneca e um percurso de curta duração e plano,
que visita apenas os campos ribeirinhos. No ponto inicial tem facilidade
de estacionamento e serviço de cafetaria.
Tendo o
coreto do seu lado direito, siga em frente atravessando o jardim e
iniciando a subida da rua Marquês de Carvalho. Percorra toda esta
artéria e prossiga sempre em frente ao longo de um quilómetro para a
periferia do centro urbano, ignorando os vários arruamentos que vão
surgindo. No final do troço em asfalto tem início um estradão em terra
que se dirige para o campo. Tem início aqui um troço com um quilómetro
que se desenvolve numa zona de montado bem conservado pontuado por
pinheiros mansos.
São vários os animais e plantas que
pode observar ao longo do caminho, como a Rosmaninho (Lavandula
stoechas), uma planta aromática de cor purpura muito apreciada não só
pelo homem mas também pelas abelhas. No final do montado, surge do lado
esquerdo um povoamento de eucalipto, continue sempre em frente mais uns
novecentos metros e quando o estradão subitamente se divide em várias
estradas de terra, vire na primeira à direita. Continue a subida
seguindo agora sempre esta estrada principal e ignorando todos os
acessos menores que vão surgindo. Durante uns quinhentos metros terá do
seu lado esquerdo um campo aberto com matos e do direito a mancha
contínua de eucalipto regressando depois o eucaliptal a ambos os lados
da estrada por mais quinhentos metros. Quando a estrada bifurca, tome a
direita seguindo a principal pela cumeada. Esta é a parte mais alta do
percurso proporcionando ampla vista panorâmica que se estende até
Santarém e as serras a norte do rio Tejo por isso recebe o nome de rua
da Cabeça Alta. Neste troço voltam as estar presentes os belos campos da
charneca nativa na forma de um povoamento disperso de sobreiros,
oliveiras e figueiras, salpicado por boas clareiras com matos variados,
aproveitados por rebanhos e abelhas como fonte de alimento. Também
pequenos vinhedos pontuam a paisagem especialmente na parte final deste
troço.
Passados uns mil e quinhentos metros regressa o
asfalto e o percurso entra novamente no espaço urbano. Siga esta rua
por trezentos metros e ao chegar a uma bifurcação siga pela direita.
Aqui começa a parte descendente do percurso que nos leva até ao rio.
Percorra a rua por duzentos metros e na bifurcação tome a esquerda e
prossiga sempre em frente durante trezentos metros até chegar ao
miradouro da Senhora do Pranto e surpreenda-se com o cenário que surge.
Esta é uma das mais belas vistas panorâmicas sobre as lezírias do Tejo. A
paisagem abarca desde as suas ricas terras da borda-d’água, das mais
férteis da Europa, até à charneca na transição para o Alentejo,
predominantemente ocupada por floresta. Além de grande parte da frente
ribeirinha e das serranias que surgem na outra margem, a paisagem
humanizada está bem patente através do tipo de parcelas e usos
agrícolas, criando uma mescla de cores que pode ir do amarelo do
girassol, aos dourados das vinhas, ou encarnado dos tomatais. Mas é o
verde do milho e de outras culturas de regadio que predomina nesta manta
de retalhos. Admire a Ermida de Nossa Senhora do Pranto e estando de
frente para a fachada siga pela rua à esquerda, desça a escadaria e tome
a esquerda, siga a rua por uns cem metros e logo depois da curva vire à
direita para o miradouro de São Francisco. Admire a fachada da igreja
com o mesmo nome mandada edificar pela Ordem Terceira da Penitência em
1741 e cuja construção durou meio século. Desça a escadaria ao lado do
miradouro e vire à direita seguindo a rua José Taso que termina no
Jardim do Coreto.
Pode prosseguir para a segunda parte
do percurso que agora percorre a frente ribeirinha. Estando de frente
para o coreto siga pela esquerda passando o largo da igreja Matriz.
Admire o seu pórtico manuelino do séc. XVI e prossiga virando à esquerda
fazendo esta rua até ao final onde encontra o largo e a Igreja da
Misericórdia edificada no século XVII onde na noite de quinta-feira
Santa se realiza a procissão dos Fogaréus. Atravesse a estrada nacional e
desça a rua em frente da fachada da igreja, no final vire à esquerda e
no fim desta rua à direita, e novamente à esquerda.
Siga
agora em frente e passados uns cem metros, quando a estrada bifurca
siga pela direita durante quinhentos metros até chegar ao dique. Aqui
vire à direita e siga por um quilómetro o Tapadão, nome que dão,
localmente, a esta linha de defesa que tapa as cheias do Tejo. Aproveite
para apreciar a vista para o casario branco que se estende em socalco
pela encosta de forma harmoniosa, podendo identificar daqui os
miradouros onde passou. A meio deste troço que coincide com um percurso
de manutenção local tem do lado esquerdo um acesso ao Porto das Mulheres
uma zona de lazer na beira-rio onde no passado existiu um cais que
permitia a ligação fluvial entre as margens. Retornando ao dique
continue até ao final e vire à direita seguindo sempre em frente durante
quinhentos metros até voltar a encontrar a estrada nacional que
atravessa a localidade. Sítio com pouca visibilidade, exige atenção ao
atravessar a estrada. Siga a rua em frente virando na segunda rua à
direita, depois siga em frente por uns cem metros e está de regresso ao
ponto inicial.